Arquitetura da Informação
O Design Centrado no Usuário preconiza que qualquer sistema deve ser construido de maneira que ofereça soluções ou serviços aos seus usuários e de maneira que o apredinzado de seu funcionamento e interface seja o mais rápido possível. Porém existe uma barreira entre o Modelo Mental cognitivo humano e a compreensão por parte do sistema da tarefa que o usuário deseja realizar.
O fator determinante para que esta curva de aprendizagem seja a mais acentuada possível, é a redução ou eliminação dos erros na interação homem/máquina. E este é o objetivo da Arquitetura da Informação.
Como "Erro de Interação" podemos entender qualquer caso em que a intenção do usuário não é correspondida pelo sistema, ao acioná-lo através da interface. Quando, durante a interação, aparentemente ocorre um erro do usuário, encontramos na verdade uma falha de usabilidade do sistema. Caso este engano seja causado por uma má interpretação da organização da informação disponibilizada no sistema, a falha encontra-se especificamente na Arquitetura da Informação.
A análise dos sistemas e a detecção de problemas de Usabilidade ou de problemas na Arquitetura da Informação pode ser realizada de duas maneiras. A primeira (mais cara e demorada) é conduzir um teste estatístico de usabilidade, onde grupos de usuários comuns são desafiados com tarefas a serem realizadas através de ums sistema, enquanto suas dificuldades de interação são anotadas e estudadas. A segunda maneira (mais rápida e econômica) de testar a usabilidade de um sistema é conhecida como Avaliação Heurística. Esta avaliação envolve menos usuários para o teste do sistema, porém conta com usuários/experts que dominem os objetivos de usabilidade e realizem uma inspeção sistemática, buscando ativamente as falhas de interação.
É exatamente por essa inspeção ser sistemática, que se fazem necessários parâmetros que direcionem a avaliação. Diversos parâmetros para a Avaliação Heurística da Arquitetura da Informação de um sistema foram definidos por teóricos da usabilidade. Um dos modelos mais universais e bem aceitos é o proposto por Jakob Nielsen e Rolf Molich onde os parâmetros de avaliação são: Estrutura, Agrupamento e Rotulação.
A avaliação da Estrutura é uma das mais fundamentais, já que assegura a inclusão de pré-requisitos do sistema em sua estrutura. Procura responder se a estrutura do sistema atende aos objetivos propostos, verificando se a estrutura suporta todas as tarefas possíveis e se suporta somente as tarefas certas (minimização de erros). Caso haja prioridade de tarefas, verifica se a estrutura do sistema reflete as prioridades definidas. A estrutura do sistema inclui aspectos como: a extensão e a profundidade da hierarquia de informação, número de links que levam a um item e número de links que saem de um item.
A avaliação de Agrupamento analisa como uma sub-categoria se encaixa em sua categoria-mãe. Também analisa a relação entre documentos ou informações e ainda a relação entre categorias. O foco está na avaliação da similaridade ou diferença entre conceitos. Teoricamente, uma boa hierarquia tem duas características: alta similaridade dentro de uma mesma categoria e baixa similaridade entre as categorias em si. Porém muitos agrupamentos encaixam um mesmo item em múltiplas categorias, caso o usuário possa procurar pelo mesmo item em diversos lugares.
A avaliação de Rotulação determina a eficiência de um rótulo verbal ou não-verbal (títulos, ícones, símbolos etc.) em informar aos usuários sobre o teor do conteúdo que ele representa. A rotulação se baseia nos conceitos de significação da Semiótica para que os rótulos sejam universalmente reconhecidos, minimizando erros de interação.
